Competências técnicas e comportamentais: como avaliar?

As competências técnicas e comportamentais ocupam posição central em um mercado de trabalho marcado por transformações constantes. Avanços tecnológicos, tensões econômicas e preocupações socioambientais exigem profissionais cada vez mais preparados, adaptáveis e estratégicos.
Conforme estudo do Fórum Econômico Mundial, as tendências globais devem criar 170 milhões de novas oportunidades até 2030, enquanto 92 milhões de funções desaparecerão. Além disso, 40% das competências exigidas no trabalho mudarão e 63% dos empregadores já reconhecem a lacuna de habilidades como o desafio prioritário dos próximos anos.
Mas como selecionar, desenvolver e reter talentos com o perfil para enfrentar essa realidade? Compreender essas respostas fortalece estratégias de recrutamento, acelera a formação de equipes capacitadas e impulsiona resultados nas empresas.
Por isso, criamos esse conteúdo para apresentar o que são competências técnicas e comportamentais e explicar como realizar uma avaliação eficiente. Vamos lá?
O que são competências técnicas?
Envolvem conhecimentos e habilidades específicas aplicadas a uma função ou setor para a execução de tarefas com eficiência, precisão e alto desempenho. Incluem o domínio de ferramentas e métodos técnicos, como programação, design gráfico, análise de dados e gestão de projetos, essenciais no dia a dia profissional.
As competências técnicas também são chamadas de hard skills e ocupam uma posição importante nas organizações. Segundo o estudo “The Influence of Hard Skills, Organizational Learning and Soft Skills on Teacher Innovation Capability during Digital Era”, quanto maior for o domínio técnico, maior o potencial inovador e o desempenho institucional. Logo, essas habilidades impactam diretamente a diferenciação competitiva.
O que são competências comportamentais?
Estão relacionadas a atitudes, comportamentos e formas de interação no ambiente de trabalho, como comunicação assertiva, proatividade, colaboração, empatia, liderança e resiliência emocional. Tais capacidades complementam as aptidões técnicas e influenciam significativamente o desempenho profissional, a adaptação a desafios, as relações interpessoais e o crescimento contínuo das empresas.
Aliás, a pesquisa Leadership Outlook 2025 reforça o papel crescente das competências comportamentais, também chamadas de soft skills, nas organizações. O estudo mostra que 70,3% dos executivos consideram comunicação com escuta ativa a habilidade mais essencial atualmente.
Em seguida, eles apontam a importância da inteligência emocional (69,4%) e da resiliência (63,4%). Esses números são superiores aos das competências técnicas, como análise de dados (62,8%) ou gestão de projetos (46,3%).
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Quais são as diferenças entre hard skills e soft skills?
Hard skills são competências técnicas mensuráveis, como domínio de idiomas, softwares e ferramentas. Já soft skills envolvem atitudes, comportamentos e habilidades interpessoais, o que inclui o pensamento crítico e a agilidade na tomada de decisões. O sucesso profissional reside justamente na integração dessas habilidades distintas.
Portanto, as competências técnicas e comportamentais se complementam para gerar resultados efetivos nas organizações. As primeiras garantem execução precisa e eficiência, enquanto as segundas promovem colaboração, adaptabilidade e engajamento. Juntas, criam profissionais capazes de inovar e resolver problemas complexos para fortalecer a sustentabilidade organizacional.
Quais são os exemplos de competências técnicas e comportamentais?
Os exemplos incluem:
- Comunicação;
- Adaptabilidade;
- Inteligência emocional;
- Trabalho em equipe;
- Domínio da Inteligência Artificial (IA);
- Análise de dados.
Entenda os detalhes dessas competências técnicas e comportamentais a seguir!
1. Comunicação
Um relatório do LinkedIn aponta que essa é a soft skill mais importante na era do trabalho híbrido, em que o desafio é alinhar a comunicação entre empregados e lideranças em múltiplos canais. Nesse contexto, quem consegue transmitir ideias de forma assertiva e empática pode se destacar consideravelmente.
2. Inteligência emocional
Competência comportamental voltada para o reconhecimento e gerenciamento de emoções próprias e de terceiros. Conforme estudo publicado na RevistaFT, é uma habilidade que afeta diretamente o desempenho de líderes e equipes, pois fortalece a empatia, a motivação e a capacidade de adaptação.
Portanto, profissionais com alto nível de inteligência emocional tendem a liderar de forma mais eficiente, além de manter equipes engajadas e ambientes organizacionais saudáveis.
3. Trabalho em equipe
O trabalho em equipe envolve cooperação, confiança e objetivos compartilhados. Segundo o estudo “O trabalho em equipe e seus motivadores”, fatores como propósito comum e colaboração são centrais para o sucesso profissional.
A pesquisa também aponta que a satisfação e o desempenho coletivo aumentam significativamente quando há alto nível de conexão entre a equipe.
Para as empresas, esse modelo fortalece a produtividade organizacional, otimiza processos, estimula inovação e reduz custos operacionais. Ou seja, a organização conquista ganhos diretos em eficiência e competitividade.
4. Domínio da Inteligência Artificial (IA)
O domínio da IA é uma hard skill valorizada em diversos setores, pois engloba a aptidão de o indivíduo compreender, aplicar e interpretar tecnologias baseadas em IA para:
- gestão de processos;
- otimização de tarefas;
- desenvolvimento de insights estratégicos.
Só para você ter ideia, uma pesquisa da PwC indica que o número de vagas que exigem conhecimento em IA cresceu de 19 mil para 73 mil no período de 2021 a 2024. No setor varejista, o Brasil registrou aumento de 300% nas vagas que exigem uso automatizado da IA.
5. Análise de dados
Competência técnica que consiste em coletar, interpretar e transformar dados em decisões estratégicas. Profissionais com essa capacidade dominam ferramentas e métodos analíticos e contribuem diretamente para a tomada de decisão baseada em evidências.
Conforme estudo divulgado na Revista Acadêmica, empresas que adotam uma cultura orientada a dados ampliam sua capacidade de identificar oportunidades, antecipar tendências e gerar valor para o negócio e para os clientes. Quando bem utilizados, os dados permitem decisões mais seguras, otimizam fluxos internos e fortalecem a competitividade no mercado.
Bom, agora você já sabe o que são competências comportamentais e técnicas e seus principais exemplos, mas ainda falta um detalhe importante. Afinal, como avaliar os trabalhadores na prática? Descubra em seguida!
Qual é o passo a passo para estruturar a avaliação de competências na empresa?
Siga as seguintes etapas:
- identifique as competências: defina as habilidades técnicas e comportamentais essenciais para cada função;
- determine critérios de avaliação: estabeleça indicadores claros e mensuráveis para cada competência, como níveis de domínio ou metas relacionadas aos objetivos estratégicos;
- escolha métodos e recursos apropriados: utilize entrevistas, questionários e avaliação de personalidade, por exemplo;
- realize a análise e registre informações: aplique a avaliação conforme os critérios definidos e garanta a coleta de dados de forma estruturada;
- ofereça feedback construtivo: comunique os resultados individualmente, destaque pontos fortes e oportunidades de desenvolvimento para alinhar trabalhadores com a cultura da empresa;
- planeje ações de desenvolvimento: crie planos individuais ou coletivos, como treinamentos e workshops, alinhados às necessidades dos empregados e às estratégias da empresa;
- acompanhe e ajuste continuamente: monitore os resultados e a efetividade das ações. Revise métodos, critérios e treinamentos sempre que necessário.
Como a Mapa HDS ajuda na avaliação de competências técnicas e comportamentais?
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