Veja o que é uma crise emocional e os principais sintomas

O que é uma crise emocional

Para os gestores, é fundamental saber o que é uma crise emocional. Não apenas porque os sintomas podem afetar a produtividade, mas principalmente pelos reflexos que os episódios têm sobre os trabalhadores. Em cenários mais graves, essas ocorrências podem gerar até afastamentos e, consequentemente, custos trabalhistas e previdenciários.

Atualmente, num cenário em que 82% dos empregados se veem sob risco de burnout, desregulação emocional e outras síndromes de estresse, segundo o levantamento do The Interview Guys, saber identificar quais são os sintomas de uma crise emocional e como ajudar alguém nessa situação é um diferencial extremamente valioso para a retenção de talentos.

Não basta saber o que é uma crise emocional: os gestores precisam ser capacitados para identificar sinais de risco para a saúde mental no trabalho e contornar a situação com respeito e empatia. Episódios duradouros e não solucionados podem custar caro para a organização em curto, médio e longo prazo.

Você sabe como ajudar alguém que está tendo uma crise emocional? Sabe identificar o esgotamento mental a tempo de evitar problemas mais graves?

Continue a leitura, veja quais são os sintomas de uma crise emocional e saiba como contornar a situação!

O que é uma crise emocional?

É um estado intenso de sofrimento psicológico que ocorre quando uma pessoa se sente incapaz de lidar adequadamente com uma situação, mudança ou evento estressante no trabalho. Nesse momento, as emoções são tão agudas que afetam o raciocínio, o comportamento e a capacidade de tomar decisões racionais.

A crise pode começar por fatores como problemas no trabalho, conflitos familiares, perdas, mudanças importantes na vida, dificuldades financeiras, excesso de pressão ou até acúmulo de estresse ao longo do tempo. Embora a desregulação emocional seja uma resposta significativa, nem toda crise está necessariamente associada a um transtorno mental.

Qual a diferença entre crise emocional e transtorno mental?

A crise é uma reação intensa e temporária a uma situação específica ou acúmulo de ocorrências estressantes, e costuma surgir de forma repentina e provocar sintomas específicos. Já o transtorno mental é uma condição de saúde que envolve alterações persistentes em pensamentos e emoções, como depressão e transtorno de ansiedade.

Alguns dos principais critérios para diferenciar o que é uma crise emocional do que é um transtorno mental são a duração e o impacto dos sintomas. Se as dificuldades persistirem por semanas ou meses, prejudicarem o trabalho, os estudos, os relacionamentos ou as atividades diárias, é importante buscar avaliação profissional para identificar se há uma questão persistente de saúde mental no trabalho.

Uma das melhores formas de identificar os problemas no ambiente de trabalho é por meio da observação dos sintomas. Conheça os principais abaixo.

Quais são os sintomas de uma crise emocional?

Os sintomas podem ser emocionais, físicos, cognitivos e comportamentais. Os principais são:

  • taquicardia ou palpitações;
  • choro frequente;
  • dificuldade de concentração;
  • tremores;
  • sensação intensa de tristeza;
  • alterações no sono;
  • falta de ar;
  • pensamentos confusos;
  • irritabilidade ou explosões de raiva;
  • queda no desempenho profissional;
  • tensão muscular;
  • sensação de perda de controle;
  • isolamento social;
  • medo intenso e irracional;
  • sudorese;
  • dificuldade para tomar decisões;
  • mudanças no apetite;
  • cansaço extremo.

A intensidade e a combinação desses sintomas variam de pessoa para pessoa. Quando as sensações se tornam frequentes, persistentes e comprometem a rotina, é recomendável buscar apoio profissional.

Como identificar os sintomas de uma crise emocional?

Identificar uma pessoa em crise exige observação atenta às reações intensas que afetam pensamentos, emoções, comportamentos e até o funcionamento físico do organismo do indivíduo. Em geral, os sintomas surgem de forma repentina ou se intensificam rapidamente diante de uma situação atípica de estresse, pressão, perda ou conflito.

Também é importante observar a duração e a frequência dos sintomas. Episódios ocasionais de estresse podem ser comuns, mas ocorrências intensas, recorrentes e persistentes por vários dias podem indicar a necessidade de atenção. Especialmente porque, a depender do sinal que o trabalhador apresenta, pode se tratar de condições totalmente diferentes.

Ou seja, não basta saber o que é: você também precisa entender qual a diferença entre crise emocional e colapso nervoso. Isso porque, embora similares, os termos se referem a episódios diferentes, com consequências e soluções diversas.

Qual a diferença entre crise emocional e colapso nervoso?

A crise emocional é uma reação de sofrimento psicológico agudo diante de situações de estresse, conflitos, perdas ou mudanças importantes. Já o colapso nervoso é uma expressão popular usada para descrever um estado de esgotamento mental tão intenso que a pessoa tem dificuldade para realizar atividades cotidianas.

Em outras palavras, a crise emocional costuma ser um episódio agudo de sofrimento, enquanto o colapso nervoso é geralmente percebido como um estágio mais grave desse desgaste psicológico, em que a capacidade de funcionamento cognitivo fica comprometida. Independentemente da causa, contudo, é fundamental, para um gestor, saber como ajudar alguém em sofrimento.

Como ajudar alguém que está tendo uma crise emocional?

Ajudar um colaborador durante a crise emocional exige acolhimento, empatia, escuta ativa e, principalmente, calma. O objetivo primário não é necessariamente resolver o problema de imediato, mas sim oferecer suporte para que a pessoa se sinta mais segura para raciocinar por conta própria e recuperar o controle emocional.

Quando você sabe o que é uma crise emocional, algumas das atitudes que podem ajudar são:

  • ouvir com atenção e sem julgamento;
  • demonstrar empatia e validar os sentimentos da pessoa;
  • falar de forma calma, objetiva e acolhedora;
  • incentivar respirações lentas e profundas para acalmar;
  • ajudar a reduzir estímulos estressantes;
  • perguntar do que a pessoa precisa naquele momento, em vez de presumir soluções;
  • permanecer por perto até que a intensidade da crise diminua.

Busque apoio especializado quando as crises forem muito frequentes, muito intensas ou prejudiciais para a rotina da pessoa. Também vale procurar atendimento imediato se houver sinais de risco, como pensamentos de autoagressão, ideações suicidas, confusão intensa ou incapacidade de garantir a própria segurança.

O que fazer em casos de crise emocional intensa?

Você pode:

  1. Buscar ambientes tranquilos: evite locais barulhentos;
  2. Guiar a respiração: instrua a pessoa a inspirar pelo nariz por 4 segundos, segurar por mais 4 e soltar o ar durante 6 segundos algumas vezes;
  3. Usar técnicas de ancoragem: peça para a pessoa identificar 5 coisas que enxerga, 4 sons que ouve, 3 objetos que pode tocar, 2 cheiros que percebe e 1 sabor que sente;
  4. Rotular emoções: ajude a pessoa a identificar e nomear o que sente.

Também é fundamental acionar uma rede de apoio para os momentos de crise. Entrar em contato com pessoas de confiança é sempre uma excelente solução. Contudo, em casos mais graves, você também pode cogitar apoio profissional.

No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, chat no site, e-mail ou presencialmente em determinados endereços. Em situações de risco iminente, acione o serviço de emergência da sua região ou procure o pronto-atendimento mais próximo imediatamente.

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A Mapa é uma plataforma de avaliação psicológica e comportamental para o ambiente de trabalho que ajuda você a monitorar indicadores de saúde mental, traços de personalidade, tendências comportamentais e fatores de risco psicossocial. Com a ferramenta, você transforma dados em inteligência, com diagnósticos e relatórios que apoiam a gestão.

A Mapa avalia aspectos como:

  • assédio;
  • traços de personalidade;
  • estresse;
  • comportamentos de risco;
  • saúde e bem-estar;
  • aspectos familiares;
  • integração com ambiente de trabalho;
  • regulação e saúde emocional;
  • influências socioculturais;
  • integridade;
  • relacionamento interpessoal;
  • qualidade de vida;
  • manutenção da vida.

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FAQ

Quanto tempo costuma durar uma crise emocional?

Muitas crises emocionais agudas duram de alguns minutos a algumas horas, mas o desconforto pode persistir por dias. Se os sintomas forem frequentes, intensos ou afetarem a rotina, é importante buscar avaliação profissional. Ou seja, a duração varia conforme a causa e a intensidade dos sintomas.

O que não dizer para quem está em crise?

Evite frases como “isso é frescura”, “você precisa ser forte”, “logo vai passar” ou “pare de pensar nisso”. Comentários que minimizam o sofrimento podem aumentar a sensação de isolamento e até piorar a sensação do indivíduo. Prefira ouvir sem julgamentos, validar as emoções da pessoa e oferecer apoio prático.

Quando ir ao pronto-atendimento ou ligar para emergência?

Procure atendimento imediato se houver risco de autoagressão, pensamentos suicidas, dificuldade para respirar intensa, desmaios, confusão mental, dor no peito ou incapacidade de garantir a própria segurança ou a de outros. Em situações de emergência, acione os serviços locais de urgência e acompanhe o indivíduo com empatia.

Quais técnicas rápidas funcionam melhor no momento da crise?

Respiração lenta e profunda, foco em sentidos (identificar objetos, sons e sensações ao redor), relaxamento muscular e mudança temporária para um ambiente tranquilo podem ajudar de imediato. Essas estratégias reduzem a ativação emocional e favorecem a recuperação do controle. Em casos extremos, o ideal é procurar atendimento médico.

Uma crise emocional pode indicar um transtorno mental?

Sim, em alguns casos. Crises emocionais podem estar relacionadas a transtornos de ansiedade, depressão ou outras condições de saúde mental. No entanto, também podem ocorrer em resposta a estresse intenso ou eventos difíceis do ambiente de trabalho. Apenas uma avaliação profissional pode determinar a causa e as soluções.