Planos de ação: como a Matriz de Risco Psicossocial orienta medidas de curto, médio e longo prazo

matriz de risco psicossocial

Descubra como a Matriz de Risco Psicossocial orienta planos de ação em curto, médio e longo prazo, garantindo conformidade com a NR-1.

Identificar riscos psicossociais é fundamental, mas não é suficiente. A verdadeira transformação acontece quando os resultados de uma avaliação se convertem em ações práticas, planejadas e sustentáveis.

A NR-1 (Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR) tornou obrigatório para as empresas não apenas mapear os riscos ocupacionais, mas também estruturar planos de ação que mostrem claramente como eles serão controlados e prevenidos.

E é aqui que a Matriz de Risco Psicossocial da Mapa HDS se destaca: ela organiza os riscos em probabilidade x severidade e orienta medidas em três horizontes de tempo — curto, médio e longo prazo. Assim, a empresa consegue dar respostas imediatas, estruturar mudanças consistentes e consolidar políticas duradouras.

O que dizem as normas sobre planos de ação

NR-1 (PGR): exige que a organização elabore e implemente um plano de ação para eliminar ou controlar os riscos identificados (artigo 1.5.7).
NR-17: inclui os fatores psicossociais como parte das condições de trabalho que devem ser avaliadas.
ISO 45001: reforça a importância de uma abordagem sistemática de prevenção.
ISO 45003: primeira norma internacional dedicada a riscos psicossociais, orienta explicitamente sobre medidas organizacionais para prevenção e promoção da saúde mental.

Isso significa que, ao dividir ações em curto, médio e longo prazo, a empresa atende não apenas à legislação brasileira, mas também às boas práticas globais de SST.

capa apresentacao

Por que os riscos psicossociais exigem ação imediata

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2022), o trabalho é hoje um dos principais fatores de risco para transtornos mentais.

  • No Brasil, os transtornos mentais e comportamentais já são a 3ª principal causa de afastamentos pelo INSS.
  • De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o burnout atinge 30% dos trabalhadores formais.
  • Pesquisas nacionais indicam que 70% dos profissionais já se sentiram esgotados no trabalho ao menos uma vez no ano.

Esses números mostram que os riscos psicossociais não são teóricos — eles têm impacto real na saúde, produtividade e segurança jurídica das empresas.

Por isso, contar com uma matriz que não apenas mostra o risco, mas também aponta caminhos de ação, é estratégico e urgente.

Confira: Matriz de Risco Psicossocial: evidência prática para cumprir a NR-1 (PGR)

Como a Matriz de risco psicossocial organiza riscos e planos de ação

A Matriz de Risco Psicossocial da Mapa HDS transforma dados do Inventário Psicossocial em uma estrutura clara:

  • Probabilidade (P) → quantos trabalhadores estão em situação de risco.
  • Severidade (S) → quão grave é o impacto desse risco.
  • Cálculo do risco (R = P x S) → escore que varia de 1 a 25.
  • Classificação por cores → de aceitável (verde) a intolerável (vermelho).

Com base nisso, a matriz gera planos de ação recomendados para cada nível de risco, organizados em três prazos:

  • Curto prazo → medidas emergenciais para riscos críticos.
  • Médio prazo → intervenções estruturais em equipes e processos.
  • Longo prazo → políticas organizacionais e mudanças culturais.

Planos de ação de curto prazo

Foco: reduzir imediatamente riscos críticos e intoleráveis.

Exemplos práticos:

  • Criar canais de escuta rápida (telefone de apoio, e-mail confidencial).
  • Disponibilizar atendimento psicológico emergencial para grupos afetados.
  • Promover rodas de conversa e pausas ativas para reduzir sobrecarga.
  • Ajustar escalas e redistribuir tarefas em setores sobrecarregados.
  • Treinamento emergencial de líderes para reconhecer sinais de adoecimento.

Esses planos têm impacto imediato e mostram que a empresa não é omissa diante de riscos críticos.

Planos de ação de médio prazo

Foco: atuar nas causas organizacionais dos riscos.

Exemplos práticos:

  • Revisar políticas de carga de trabalho e jornada.
  • Implementar programas de formação de lideranças saudáveis.
  • Desenvolver iniciativas de valorização e reconhecimento dos colaboradores.
  • Ampliar recursos e infraestrutura para melhorar o suporte organizacional.
  • Estruturar protocolos de combate ao assédio moral e conflitos interpessoais.

Aqui, a empresa corrige fatores que alimentam o risco de forma constante, reduzindo a exposição dos trabalhadores.

Planos de ação de longo prazo

Foco: consolidar uma cultura organizacional de prevenção.

Exemplos práticos:

  • Implementar políticas permanentes de saúde mental.
  • Incluir indicadores psicossociais no relatório anual de sustentabilidade/ESG.
  • Garantir programas contínuos de qualidade de vida (benefícios de saúde, apoio psicológico).
  • Estabelecer parcerias estratégicas com consultorias especializadas.
  • Integrar a gestão psicossocial ao PGR e ao planejamento estratégico da empresa.

O objetivo é tornar a saúde mental parte da estratégia de negócio, e não apenas uma resposta a crises.

Caso prático da matriz de risco psicossocial (exemplo simulado dos relatórios da Mapa)

Resultados da Matriz em um grupo de colaboradores:

  • Saúde Emocional e Bem-estar → Escore 20 (Crítico)
  • Exigências Laborais → Escore 16 (Crítico)
  • Identificação Laboral → Escore 6 (Moderado)

Planos de ação orientados pela matriz:

  • Curto prazo: acolhimento psicológico imediato e redistribuição de prazos urgentes.
  • Médio prazo: revisão da carga de trabalho e treinamento de líderes.
  • Longo prazo: política organizacional de prevenção ao burnout.

Esse exemplo mostra como a matriz transforma diagnóstico em trilha de ação concreta.

Benefícios de estruturar planos por prazos diferentes

  • Cumprimento integral da NR-1 e do PGR.
  • Segurança jurídica em auditorias e perícias.
  • Redução de afastamentos e passivos trabalhistas.
  • Clareza para RH e SST sobre onde agir primeiro.
  • Construção de uma cultura organizacional saudável.

FAQ – Perguntas frequentes sobre planos de ação com a Matriz de risco psicossocial

1. A matriz já vem com os planos de ação prontos?
Ela gera recomendações e direcionamentos para cada nível de risco, mas os planos podem (e devem) ser ajustados à realidade da empresa.

2. Quanto tempo leva para ver resultados?
Curto prazo: semanas.
Médio prazo: meses.
Longo prazo: até 1-2 anos, pois envolve mudanças culturais.

3. Qual a diferença de curto x longo prazo?
Curto prazo age em sintomas urgentes. Longo prazo atua em estruturas e cultura para que os riscos não voltem.

4. RH ou SST deve conduzir?
Ambos. A matriz é uma ferramenta que integra as áreas, garantindo corresponsabilidade.

5. É aceita em auditorias?
Sim. Os relatórios exportáveis em PDF são evidência prática de conformidade com a NR-1.

Conclusão

A NR-1 exige mais do que diagnóstico: ela exige que a empresa comprove o que está fazendo para controlar e prevenir riscos.

A Matriz de Risco Psicossocial da Mapa HDS é a ferramenta que permite transformar relatórios em planos de ação práticos, divididos em curto, médio e longo prazo.

Assim, a empresa não apenas cumpre a lei, mas também:
✔ Cuida da saúde mental.
✔ Reduz custos e afastamentos.
✔ Fortalece a segurança jurídica.
✔ Constrói uma cultura de prevenção sustentável.

Em vez de burocracia, a matriz é estratégia para o futuro da gestão organizacional.

Quer ver como a Matriz de Risco Psicossocial pode orientar planos de ação personalizados para sua empresa?

Solicite uma demonstração gratuita