Cooperativismo: o que é, por que adotar e para que serve?

cooperativismo

Um dos principais objetivos do cooperativismo nas empresas é a transformação do ambiente profissional em um local mais justo e com melhores oportunidades para todos. A questão é que, mesmo com essa importância e com o aumento na busca dos meios para desenvolver as competências de uma pessoa cooperativa, muitos gestores ainda desconhecem o termo.

Aliás, as características do cooperativismo são tão fundamentais para a criação de um bom ambiente profissional que viraram tema de pesquisas mundo afora. Um desses estudos, publicado no Research Gate, indicou que características como compreensão das necessidades dos empregados, valorização de contribuições e preocupação com o bem-estar são ferramentas essenciais para o suporte organizacional.

A ideologia da cooperação não visa o lucro, mas sim as pessoas. A proposta é que todos cresçam juntos, enfrentem desafios, compartilhem resultados e busquem o bem-estar geral. Além disso, o movimento valoriza a produtividade e a sustentabilidade, tanto no nível individual quanto no coletivo. Para tanto, é preciso selecionar as melhores práticas e gerenciar bem o tempo e a hora de cada atividade.

A partir dessa ideia, qual a importância da cooperação para o sucesso das empresas? Como contratar perfis adequados e compatíveis? Quais os benefícios de uma liderança cooperativista?

Entenda essas questões e saiba como o teste de personalidade Mapa pode ajudar a fomentar os pilares do cooperativismo.

O que é o cooperativismo?

É um modelo de negócios de caráter social e sem fins lucrativos. A sua essência está na associação de pessoas que, com esforço próprio, ajuda mútua, liberdade, justiça e solidariedade, satisfazem suas necessidades econômicas e sociais pela constituição de uma organização equilibrada e saudável para todos.

Esse modelo ganha cada vez mais força, especialmente porque não tem como foco os benefícios próprios, mas a coletividade. A prática se alinha também à dimensão da sustentabilidade social e das práticas ESG (mensuração de aspectos ambientais, sociais e governamentais). Ou seja, a ideia é gerar renda enquanto contribui para a diminuição de desigualdades e melhoria da qualidade de vida.

Nesse sentido, esquecer o lado humano é um erro que muitas organizações ainda cometem. Mas o que não sabem é que, ao deixar de lado a presença e a importância dos trabalhadores, a tendência é perder. Queda de produtividade, turnover e absenteísmo são somente alguns dos prejuízos de quem não se adequa às transformações atuais.

Quais os princípios do cooperativismo?

A ideologia cooperativista se baseia em princípios como::

  • adesão livre e voluntária: a obrigatoriedade afasta o caráter cooperativista;
  • gestão democrática pelos membros: respeito e atenção à totalidade;
  • participação econômica dos membros: equidade sobre a igualdade;
  • autonomia e independência: o controle é sempre dos membros;
  • educação, formação e informação: o conhecimento é chave para o sucesso da cooperação;
  • intercooperação: cooperações que se ajudam são mais fortes e seguras;
  • interesse pela comunidade: o campo de interesse é maior do que apenas os membros.

Falamos mais sobre os princípios do cooperativismo a seguir.

Adesão livre e voluntária

A prática da cooperação tem adesão aberta e voluntária para todos que desejem participar, desde que estejam dispostos a assumir responsabilidades. Vale pontuar que não existem distinções ou qualquer tipo de discriminação.

Gestão democrática pelos membros

Cada cooperado tem voz própria e poder de consciência. Um dos principais pilares do cooperativismo é justamente a ideia de que “uma pessoa, um voto”, independentemente da cota de participação.

Participação econômica dos membros

A participação financeira dos membros é fundamental. Eles contribuem equitativamente, ou seja, proporcionalmente a seus ganhos, para o capital da empresa e alocam seus excedentes para desenvolver a cooperativa, criar reservas e apoiar as atividades.

Autonomia e independência

Um ponto que também merece destaque é que as cooperativas têm autonomia e independência para serem controladas por seus membros. Portanto, sempre que houver acordo entre instituições, deve ser aceito pelos demais.

Educação, formação e informação

Não menos importante: a prática da cooperação se compromete com a educação e com o treinamento de seus membros. O objetivo é que eles estejam aptos a contribuir para o desenvolvimento dos negócios. Além disso, oferece informações para o público em geral sobre a natureza e vantagens da ideologia.

Intercooperação

Cooperativas fortalecem seu impacto ao cooperar entre si, seja por meio de redes, alianças, parcerias ou projetos conjuntos. Esse efeito se reflete tanto internamente, na produtividade e na qualidade dos relacionamentos, quanto externamente, na forma como a sociedade percebe a companhia.

Interesse pela comunidade

Por fim, entre os princípios do cooperativismo, também podemos citar o desenvolvimento social, econômico e ambiental da comunidade que abriga a companhia.

Em outras palavras, os princípios orientam fatores como governança, decisões estratégicas e comportamentos dentro da cooperativa. Essas regras formam o núcleo do modelo cooperativo moderno e fortalecem alguns pilares secundários cruciais para o bom desenvolvimento das atividades.

Quais os pilares do cooperativismo?

Os três pilares que fazem do modelo uma realidade são:

  1. Cooperação: aqui, a relação emprego-salário é substituída por trabalho-renda. Dessa forma, todos caminham juntos;
  2. Transformação: traz impactos que transcendem a realidade de cada indivíduo e focam a coletividade;
  3. Equilíbrio: busca equilibrar os benefícios econômicos/sociais, bem como individual/coletivo e produtivo/sustentável.

Além desses pilares, a disciplina da cooperação, com seu jeito único de trabalhar, também conta com algumas características essenciais para o sucesso da ideologia. Vamos conhecê-las?

Quais são as características do cooperativismo?

As principais características são:

  • propriedade coletiva: a cooperativa pertence aos cooperados, que são ao mesmo tempo donos e usuários;
  • foco nas pessoas, não nos lucros: o objetivo principal é atender aos cooperados, e não maximizar ganhos;
  • transparência e participação: as informações são acessíveis a todos, com participação ativa dos membros em assembleias;
  • sustentabilidade: o modelo visa gerar negócios mais duradouros, com impacto positivo e práticas responsáveis;
  • inclusão social: é um modelo aberto e democrático para promover oportunidades em ambientes limitados.

As características do cooperativismo visam impulsionar a democracia, a participação, a solidariedade, a autonomia e o desenvolvimento que os pilares sustentam. Podemos vê-las como um manual de boas práticas para sustentar as regras fundamentais da ideologia.

Para os cooperados, contudo, não basta saber o que é o cooperativismo. Também é imprescindível compreender as competências de uma pessoa cooperativa para impulsionar os comportamentos ideais.

Quais as principais competências de uma pessoa cooperativa?

As principais competências e comportamentos de uma pessoa cooperativa são:

  • facilidade de comunicação;
  • boa capacidade de trabalhar em equipe;
  • dinamismo profissional;
  • iniciativa;
  • criatividade;
  • disponibilidade para viagens quando necessário;
  • experiência;
  • inovação;
  • vontade de aprender;
  • habilidade de negociação;
  • capacidade de tomar decisões;
  • abertura para mudanças;
  • visão sistêmica;
  • proatividade.

Em resumo, estas são as principais competências de uma pessoa cooperativa. Contudo, quaisquer comportamentos que estejam de acordo com os pilares da ideologia são importantes e devem ser valorizados e fomentados. Para muitos gestores, contudo, a dificuldade está justamente na identificação e mensuração dos aspectos que tornam uma pessoa cooperativa.

Como avaliar se uma pessoa é cooperativa?

Avaliar o nível de cooperação de uma pessoa exige observar comportamentos, atitudes e indicadores objetivos, como:

  • ações e reações no dia a dia;
  • respostas em situações de conflito;
  • participação ativa em equipe;
  • capacidade de empatia e consideração pelo outro;
  • flexibilidade e adaptabilidade;
  • reputação comportamental;
  • instrumentos formais de avaliação.

Os aspectos acima ajudam a mensurar o nível de cooperação de uma pessoa, mas vale dizer que a busca constante pelo conhecimento e por novas habilidades deve fazer parte da rotina de todos os profissionais que almejam desenvolver práticas cooperativas.

Isso porque não basta lidar bem com situações atípicas ou demonstrar um bom comportamento no dia a dia se não houver interesse em melhorar e evoluir continuamente, seja no âmbito individual, seja nos processos da empresa.. O desenvolvimento é fundamental para ações mais cooperativas, assim como a execução consistente das atividades é essencial para boas entregas.

Como avaliar se uma pessoa é cooperativa com a plataforma Mapa?

A Mapa HDS conta com o teste de personalidade, que tem escala de autorrelato e é aplicável em cargos de liderança, ao avaliar competências de gestão, de autogestão, relacionamento interpessoal, competências corporais e de risco. É um excelente primeiro passo para mensurar o nível de cooperação de alguém.

Em outras palavras, o teste da Mapa, aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), avalia um conjunto de construtos organizadores da personalidade por meio de uma estrutura de fatores testada empiricamente no Brasil. 

Esses aspectos estão diretamente relacionados a perfis de trabalho em empresas e incluem comportamentos de segurança, produtividade, relacionamento interpessoal e regulação emocional.

Ao todo, são 48 traços de personalidade avaliáveis, o que forma uma análise que pode auxiliar na tomada de decisões dentro da empresa. Assim, é possível ter uma boa ideia de como o candidato irá se comportar em diversas situações ou se ele tem as habilidades necessárias para ocupar o cargo.

Como funcionam as escalas do teste de personalidade da Mapa?

Para avaliar os 48 traços de personalidade de um indivíduo, o teste da plataforma Mapa adota uma escala com várias dimensões e validação pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Cada uma visa demonstrar as características que compõem um determinado tipo de perfil. Ao reconhecer e identificar os aspectos, você toma decisões mais assertivas e seguras sobre os cooperados.

As principais dimensões de avaliação da Mapa HDS são:

  • empenho em trabalhar com o propósito de transformar projetos e objetivos em realizações efetivas;
  • relação com figuras de autoridade;
  • disposição de atuar com atenção e concentração de esforço de busca numa determinada direção;
  • disposição de atuar com foco em eficiência através do planejamento das atividades, organização e cumprimento de rotinas;
  • disposição de atuar com foco em rendimento, flexibilidade e otimização na execução de tarefas;
  • capacidade de preservação vital e autorregulação dos afetos (emoções, sentimentos em geral) e pensamentos do sujeito em relação a si e ao ambiente que o circunda;
  • autorregulação dos afetos, capacidade de controle de emoções e sentimentos que se evidencia pela ausência de indicadores de diminuição do cuidado com a vida, tais como: tensão excessiva, tendência para consumir bebidas alcoólicas;
  • diversos modos de interagir com os demais, exercidos de maneira positiva e efetiva por meio de vínculos que facilitam a convivência e propiciam a aproximação das pessoas;
  • modos de interagir de maneira positiva e efetiva, que se evidenciam pelas atitudes de cuidado, respeito, participação, comunicação transparente e facilitada;
  • vitalidade física que se expressa na disposição de ânimo físico e na ausência de fadiga.

Como visto, no teste é possível identificar competências e características que descrevem um bom líder, por exemplo, bem como perceber comportamentos sujeitos a riscos e sinais de como está a saúde emocional do candidato. Além disso, é possível verificar se o perfil possui características e valores que corroboram com a cultura organizacional.

Dessa maneira, é possível formar um time mais engajado e alinhado com os objetivos da empresa. Ao mesmo tempo, é possível saber como avaliar se uma pessoa é cooperativa com base nas informações do teste.

Por que escolher a plataforma Mapa HDS no desenvolvimento do cooperativismo?

A Mapa HDS se destaca porque une tecnologia, ciência comportamental e inteligência de dados para ajudar empresas a desenvolver pessoas, melhorar a performance e reduzir riscos humanos. Com nossas soluções, você conta com base científica sólida e validada, diagnóstico organizacional profundo e prático e foco direto em riscos humanos.

Seja para avaliações rápidas ou análises mais complexas, a Mapa tem instrumentos validados e de resultados comprovados por gigantes do mercado, com relatórios que abrangem:

  • insights assertivos;
  • indicadores comportamentais;
  • comparações;
  • recomendações práticas;
  • direcionamento de desenvolvimento.

São mais de 1 milhão de avaliações realizadas e resultados que auxiliam desde a seleção e recrutamento de talentos, até a evolução, treinamento, sucessão, definição de liderança e desligamento de empregados.

Em outras palavras: a Mapa é a plataforma ideal para quem compreende o que é o cooperativismo e deseja tomar decisões mais assertivas e seguras sobre pessoas, redução de riscos comportamentais e melhoria no desenvolvimento organizacional com base em ciência e dados.

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