Saiba a importância de identificar riscos psicossociais no trabalho

identificar riscos psicossociais no trabalho

Saber identificar riscos psicossociais no trabalho deixou de ser apenas uma forma de evitar problemas de saúde do empregado e passou a ser uma obrigação das companhias. A mudança, que surgiu com a NR-01 (Norma Regulamentadora), demonstra a urgência das instituições em proteger o bem-estar dos trabalhadores.

Para além dessa necessidade, entender quais são os principais riscos psicossociais no trabalho também é uma forma de evitar a rotatividade e melhorar a retenção de talentos.

Dados do CIPD (Chartered Institute of Personnel and Development) em parceria com o SimplyHealth demonstraram que as empresas que souberam identificar riscos psicossociais no trabalho e, principalmente, saná-los, notaram um aumento de 39% no engajamento dos empregados e uma redução de quase 40% nos níveis de absenteísmo.

Além disso, as empresas também perceberam uma melhora de 38% no desempenho organizacional após a adoção de um plano de ação para prevenção de riscos. Ou seja, mais do que priorizar o bem-estar do trabalhador, a medida oferece vantagens estratégicas, como prevenir afastamento por transtornos mentais, como o burnout e a ansiedade ocupacional.

Mesmo com esses números, porém, algumas dúvidas persistem para muitos gestores: como saber se um colaborador está em risco de burnout? Quais sinais de sobrecarga a empresa deve observar? O estresse ocupacional é considerado um risco psicossocial ou mera consequência das atividades organizacionais? Como o RH pode agir diante de riscos psicossociais identificados?

É o que ajudamos a entender neste material. Continue a leitura e veja, na prática, como identificar riscos psicossociais no trabalho com a Mapa!

Por que agora é importante identificar riscos psicossociais no trabalho?

Porque os riscos psicossociais podem aumentar o estresse e a ansiedade ocupacional, favorecer o desenvolvimento de depressão e burnout e elevar níveis de absenteísmo, presenteísmo, rotatividade e até os acidentes de trabalho. Por esse motivo, é importante para as empresas saber quais são os principais riscos psicossociais no trabalho.

Dessa forma, ao menor sinal de desequilíbrio, é possível adotar medidas e um bom plano de ação para resolver a questão o mais rapidamente possível. No próximo bloco, apresentamos e explicamos alguns dos riscos mais comuns.

Quais são os principais riscos psicossociais no trabalho?

Os riscos mais comuns no ambiente profissional são:

  • excesso de carga de trabalho;
  • jornadas excessivas;
  • metas e cobranças extremas;
  • assédio moral e sexual;
  • conflitos interpessoais;
  • falta de autonomia;
  • comunicação ineficiente;
  • liderança inadequada;
  • insegurança no emprego;
  • desequilíbrio entre trabalho e vida pessoal;
  • falta de reconhecimento;
  • ambiente organizacional negativo.

Veja detalhes a seguir.

Excesso de carga de trabalho

Demandas acima da capacidade do empregado, prazos curtos, urgências constantes e sobrecarga frequente.

Jornadas excessivas

Longas horas de trabalho, poucas pausas e dificuldade de conciliar vida pessoal e profissional.

Metas e cobranças extremas

Objetivos inalcançáveis e pressão contínua por resultados.

Assédio moral e sexual

Comportamentos abusivos, humilhações, intimidações ou discriminação no ambiente de trabalho.

Conflitos interpessoais

Problemas frequentes entre colegas, equipes ou lideranças que prejudicam a cultura e o clima organizacional.

Falta de autonomia

Pouca participação nas decisões e baixo controle sobre as atividades desempenhadas.

Comunicação ineficiente

Informações pouco transparentes, falhas de feedback e ausência de exatidão nas mensagens.

Liderança inadequada

Gestão autoritária, falta de apoio, reconhecimento ou orientação sobre as demandas.

Insegurança no emprego

Medo constante de demissão, mudanças organizacionais ou instabilidade profissional.

Desequilíbrio entre trabalho e vida pessoal

Dificuldade para desconectar do trabalho e manter tempo de descanso, família e lazer.

Falta de reconhecimento

Ausência de valorização pelo desempenho, esforço ou resultados alcançados.

Ambiente organizacional negativo

Cultura baseada em competição excessiva, favoritismo, isolamento ou baixa confiança.

Esses são apenas alguns dos pontos, mas a realidade é que ter atenção ao comportamento do empregado é a melhor forma de identificar riscos psicossociais no trabalho. E, aqui, surge outra questão para os gestores, que é: como saber se um colaborador está em risco de burnout ou outra doença ocupacional? Entenda mais abaixo.

Como saber se um colaborador está em risco de burnout?

Um empregado sob risco de condições que geram afastamento por transtorno mental costuma apresentar mudanças persistentes no comportamento, no desempenho e no bem-estar emocional. Os sinais nem sempre aparecem de forma isolada, mas sua combinação pode indicar a necessidade de atenção e apoio para a prevenção de riscos.

Os principais indícios que ajudam a identificar riscos psicossociais no trabalho são:

  • exaustão física e mental;
  • queda no desempenho;
  • desmotivação e perda de interesse;
  • irritabilidade, ansiedade e mudanças frequentes de humor;
  • dificuldade de concentração;
  • isolamento social;
  • aumento de faltas, atrasos ou pedidos de afastamento;
  • queixas físicas recorrentes, como dores de cabeça, insônia, fadiga ou problemas gastrointestinais.

Para identificar riscos psicossociais no trabalho precocemente, o RH deve acompanhar indicadores-chave como absenteísmo, presenteísmo, rotatividade, clima organizacional e resultados de pesquisas de saúde mental. Conversas individuais, canais de escuta e avaliações periódicas também ajudam a reconhecer sinais antes que evoluam para um quadro mais grave.

Porém, para identificar os riscos corretamente, a gestão deve saber quais sinais de sobrecarga a empresa deve observar. Assim, você conhece a causa e consegue eliminá-la definitivamente, em vez de apenas remediar as consequências. Confira mais sobre esse tópico e os sinais mais importantes a seguir.

Quais sinais de sobrecarga a empresa deve observar?

Os sinais de sobrecarga mais evidentes são:

  • queda na produtividade;
  • dificuldade de cumprimento de prazos;
  • aumento nos erros e retrabalho;
  • perda de qualidade nas entregas;
  • fadiga constante;
  • mudança de comportamento;
  • dificuldade de concentração;
  • absenteísmo e atrasos frequentes;
  • presenteísmo;
  • isolamento social;
  • conflitos interpessoais;
  • horas extras recorrentes;
  • queixas físicas.

O acompanhamento desses indicadores, aliado a pesquisas de clima, canais de escuta e capacitação das lideranças, ajuda a empresa a identificar riscos psicossociais no trabalho para adotar medidas específicas e prevenir afastamento por transtorno mental. Confira como fazer a seguir.

Como prevenir afastamento por transtorno mental?

Evitar afastamentos exige uma abordagem contínua, que combina identificação precoce dos riscos psicossociais, promoção de saúde mental e melhoria das condições de trabalho. Quanto mais cedo a empresa atua na construção de uma cultura saudável, menores são os impactos para os trabalhadores e para a organização.

As principais medidas para saber como prevenir afastamento por transtorno mental são:

  • identificar e avaliar riscos psicossociais de forma periódica;
  • equilibrar a carga de trabalho com metas realistas e jornadas adequadas;
  • capacitar a liderança para reconhecer os sinais;
  • fortalecer canais de escuta;
  • promover programas de saúde mental, com acesso a apoio psicológico, quando necessário;
  • estimular o equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
  • monitorar indicadores;
  • combater assédio e discriminação para criar um ambiente mais seguro.

Ao investir em prevenção, a empresa reduz o risco de afastamento, fortalece o bem-estar dos empregados, melhora o engajamento e contribui para um ambiente de trabalho mais saudável e proativo. Dessa forma, fica mais fácil entender como o RH pode agir diante de riscos psicossociais identificados.

Porque, afinal, não basta reconhecer os desafios sem desenvolver uma forma de vencê-los. Confira nossas orientações.

Como o RH pode agir diante de riscos psicossociais identificados?

As principais medidas após descobrir riscos psicossociais são:

  • investigar as causas por meio de pesquisas, entrevistas e análise de indicadores;
  • elaborar planos de ação com medidas corretivas e preventivas para cada situação;
  • capacitar lideranças para identificar riscos psicossociais no trabalho;
  • revisar processos para ajustar cargas, metas, jornadas e demandas;
  • promover ações de saúde mental, como campanhas de conscientização e programas de apoio;
  • fortalecer canais de escuta;
  • monitorar indicadores;
  • acompanhar continuamente os riscos psicossociais e atualizar medidas preventivas sempre que necessário.

Ao identificar fatores psicossociais, o RH deve agir de forma estruturada para eliminar ou reduzir suas causas, proteger a saúde mental dos trabalhadores e cumprir as exigências legais, especialmente da NR-01. A atuação deve priorizar ações preventivas e o acompanhamento contínuo dos resultados.

O que a NR-01 diz sobre os riscos ocupacionais?

A Norma Regulamentadora número 1 estabelece todas as diretrizes gerais de saúde e segurança no trabalho e determina que todas as empresas identifiquem, avaliem e controlem os riscos ocupacionais por meio do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Com a atualização da norma, os riscos psicossociais passaram a integrar esse processo e exigir que as organizações adotem medidas preventivas para proteger a saúde física e mental dos trabalhadores.

Na prática, a empresa deve mapear perigos presentes no ambiente de trabalho, avaliar a probabilidade e a gravidade dos riscos, implementar controles para eliminá-los ou reduzi-los e monitorar continuamente a eficácia das ações.

Esse gerenciamento deve abranger riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, de acidentes e também fatores psicossociais relacionados à organização e às condições de trabalho.

Ao cumprir a NR-01, a empresa fortalece a prevenção de doenças ocupacionais, reduz afastamentos, melhora o bem-estar, promove um ambiente de trabalho mais seguro e demonstra conformidade com a legislação de SST.

Com uma atuação preventiva e baseada em dados, o RH reduz afastamentos, melhora o clima e a cultura organizacional, fortalece o engajamento e contribui para um ambiente de trabalho mais seguro e saudável.

A questão que fica aqui, porém, é: como fazer para acompanhar e monitorar indicadores? Como adotar medidas para identificar riscos psicossociais no trabalho e, principalmente, para saná-los?

Simples: com a Mapa HDS!

Veja como identificar e evitar riscos psicossociais no trabalho com a Mapa

A Mapa HDS ajuda as empresas a identificar e prevenir riscos psicossociais por meio de uma gestão estruturada de saúde e segurança do trabalho. O objetivo é transformar informações sobre o ambiente organizacional em ações preventivas antes que o problema se agrave e traga consequências lesivas para empregado e empresa.

Na prática, a Mapa:

  • mapeia riscos psicossociais;
  • monitora indicadores como absenteísmo, turnover e afastamentos;
  • ajuda na criação e gerenciamento de planos de ação;
  • apoia a conformidade com a NR-01;
  • acompanha métricas e resultados continuamente;
  • orienta decisões baseadas em dados.

Com esse processo, a empresa deixa de atuar apenas de forma reativa e passa a prevenir riscos psicossociais de maneira contínua, com o objetivo de reduzir o impacto na saúde dos colaboradores e melhorar indicadores como engajamento, produtividade e retenção de talentos.

Chega de perder talentos por não saber identificar riscos psicossociais no trabalho. Converse com nossos especialistas e veja como a Mapa HDS pode ajudar sua organização.

FAQ

Estresse ocupacional é considerado risco psicossocial?

Sim. O estresse ocupacional é considerado um risco psicossocial quando resulta de fatores como excesso de trabalho, metas excessivas, jornadas prolongadas, conflitos e falta de apoio. Se persistente, pode comprometer a saúde mental, favorecer o burnout, reduzir a produtividade, aumentar o absenteísmo e elevar o risco de afastamentos laborais.

Quais são os principais indicadores para identificar riscos psicossociais?

Absenteísmo, presenteísmo, rotatividade de empregados, afastamento por transtornos mentais, horas extras frequentes, acidentes de trabalho, clima organizacional e relatos dos empregados sobre suas experiências. O monitoramento contínuo desses dados permite identificar as tendências, priorizar ações preventivas e avaliar a eficácia das medidas implementadas pela empresa.

A NR-01 obriga empresas a avaliar riscos psicossociais?

Sim. A última atualização da Norma Regulamentadora 1 determina que o gerenciamento de riscos ocupacionais considere também os riscos psicossociais. As empresas devem identificar fatores que possam comprometer a saúde mental dos empregados, avaliar seus impactos e implementar medidas preventivas para reduzir ocorrências e promover mais segurança.

Quem é responsável por identificar riscos psicossociais na empresa?

A identificação dos riscos deve envolver RH, lideranças, equipes de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) e alta gestão. A participação dos empregados também é fundamental para relatar situações de risco que escapam do monitoramento dos gestores. Essa atuação integrada fortalece a prevenção e melhora a eficácia das ações corretivas.

Quais benefícios a empresa obtém ao gerenciar riscos psicossociais?

Os principais são redução de afastamentos, absenteísmo e rotatividade, melhora no clima e na cultura organizacional, aumento no engajamento e fortalecimento da retenção de talentos. Além disso, o gerenciamento contribui para a conformidade com a NR-01, reduz custos relacionados à saúde ocupacional e melhora o desempenho organizacional.